Teatro do absurdo

Fernando CamposBy Fernando Campos 2 anos agoNo Comments
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a Elizeu Mol.

 

Os corpos estáveis flutuam.
Semitonam, são plumas.
Aprouve fossem estáveis
para que, 
amados em seus andores de marfim,
urdissem ardis em que nosoutros, 
os instáveis, nos víssemos.

Retroprogramáticos, simpáticos tenores,
bolores, desvãos, atores e autores vãos,
protagonizem amantes
(há muitas Gertrudes, virtudes de per si),
e agonizem num palco
à ausência de chão!

Num teatro, se todos fossem
estáveis, mas não.

Estamos, estáveis, estão.

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Sobre

 Fernando Campos

  (16 poemas no Verso Aberto)

Fernando Campos é poeta mineiro de Bom Jesus do Galho e reside na vizinha cidade de Caratinga, desde 1984. É formado em Letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caratinga – FAFIC, onde também fez seu curso de pós-graduação em Língua Portuguesa. É casado, pai de dois filhos, e leciona na rede pública estadual, tendo trabalhado também em várias instituições de ensino particulares. É autor do livro “Insolvência – fragmentos de amor e morte e um esboço de despedida” (2015, Ed. Caratinga), entre outras obras ainda inéditas.