Poema cretino

Marcos PizanoBy Marcos Pizano 1 ano agoNo Comments
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cretinice sua

pensar que sou poeta

– isso não existe mais

 

maior cretinice, ainda, a minha

pensar que você pensa que sou poeta

 

burrice sua

pensar que me entende

– isso não existe mais

 

maior burrice, ainda, a minha

acreditar na minha cretinice de pensar que sou poeta

 

 

1Os Correios acabam de entregar O PRESENTE. A amiga Sueli Maria de Regino mandou de Goiânia, onde guardava carinhosamente, os exemplares do folhetim “Varal”, que fez parte do Movimento Poético de Governador Valadares, 32 anos atrás. A Sueli publicava e fazia Capa e Arte Final.  

Vieram-me daqueles dias banhados pelo caudaloso Rio Doce, à sombra da imponente Ibituruna, encantados em poesia, os rostos jovens de Clenilda Cunha, Bispo Filho, Roberto Lima, Abel Costa, Silvano Gomes, Maria Paulina, Tessa Damasceno, além dos mestres 2Murilo Teixeira e Melquisedec Leão, e muitos outros que ajudaram a por na rua o primeiro exemplar do “Varal”.

Para marcar o reencontro, publico no Verso Aberto o “Poema cretino”, de 1982, que integra a segunda edição do folhetim.

Faço, alegremente emocionado, um agradecimento de três décadas a esta grande artista e escritora, que é a Sueli. Junto ela mandou também um exemplar de seu livro “Manino Passarinho”, no qual começo outra viagem, das muitas virão.

 

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Marcos Pizano

Marcos Pizano é jornalista e poeta de Timóteo, Minas Gerais. Parcipou do Movimento Poético de Governador Valadares, onde foi editor de Cultura do Diário do Rio Doce e ajudou a editar o folhetim “Varal”. Mora em Ribeirão Preto / SP, e é editor executivo da EPTV, emissora afiliada à Rede Globo. Edita o blog “Verso Aberto”.