DE MEU CORPO

Nathan SouzaBy Nathan Souza 1 semana agoNo Comments
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De meu corpo

eu bem poderia dizê-lo

vácuo

ou frágil recipiente

de luas e auroras.

 

Poderia dizê-lo

calendário de ossos

desbotado na carne

 

ou mesmo

herança de verões

guardada na raiz

dos poros.

 

De meu corpo

eu bem poderia dizê-lo

pedra

ou qualquer coisa

de bem ou de mal.

 

De meu corpo

eu bem poderia dizê-lo

corpo

até dizê-lo

afinal.

 

 

 

 

 

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  Nathan Souza
Nathan Souza

Nathan Souza é poeta piauiense e esteve entre finalistas ao Prêmio Jabuti de 2015, além de ter recebido vários prêmios e indicações. Já publicou seis livros: “O Percurso das Horas” (2012), “No Limiar do Absurdo” (2013), “Sobre a Transcendência do Silêncio” (2014), “Um Esboço de Nudez” (2014), “Mosteiros” (2015), “Nenhum Aceno Será Esquecido” (2015) e “Dois Olhos Sobre a Louça Branca” (2016).