Ária para alísios inquietos e súbitos do orvalho

Assis FreitasBy Assis Freitas 3 anos agoNo Comments
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Simplesmente porque amo 
Inauguro sabores em tua face 
Desenho a chuva nas vidraças 
Caminho lento no dorso do orbe 
E minhas mãos respiram tua voz 
A nuvem talha a curva da cintura 
E o lábio cinge o engano do vento 

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Simplesmente porque amo 
Faço festa no perfume da terra 
Cultivo a oferenda breve de nadas 
E a minha morada é desassossego 
Simplesmente porque amo 
Os olhos já não me pertencem 
Desfolho em vão os gomos do tempo 

 

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  Assis Freitas
Assis Freitas

Assis Freitas é poeta, escritor, sociólogo e mestre em Letras (UFBA). Nasceu e mora na cidade de Feira de Santana - Bahia. Publicou os livros de contos “O Mapa da Cidade” (1998) e “O Ulisses no supermercado” (2009). Participou da Antologia do concurso nacional de contos Newton Sampaio (2005). Como poeta, participou de diversos números da Revista Hera (1972-2005), possui poemas na agenda Livro da Tribo (2011-2012). Publica em dois blogs de poesia: o “Mil e um poemas” e o “Árvore da Poesia”.